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Há
diferentes tipos de Tarô, com abordagens múltiplas para cada um deles.
No mais das vezes, entretanto, o foco principal é a previsão do futuro,
como oráculo revelador que se consulta.
Nossa
ênfase e opção, porém, são diversas: valemo-nos do Tarô como recurso
(dos mais ricos!) para o auto-conhecimento e para o estímulo, prática e
desenvolvimento da inteligência intuitiva, que tanto privilegiamos aqui
na Casa da Pedra.
Além disso, os entendimentos regidos pela harmonia, complementaridade e
o equilíbrio - contidos nos novos paradigmas (os quais abraçamos,
defendemos e buscamos disseminar) – encontram-se, com intensa beleza ,
espelhados na sensível compreensão do universo que o Tarô Mitológico
revela.
O Tarô
Mitológico, de Juliet Sharman-Burke e Liz Greene, alia a sabedoria dos
mitos gregos com o mais profundo do humano através dos arquétipos neles
representados. Conforme afirmam as próprias autoras, suas cartas
manifestam “as correntes de força ou padrões arquetípicos que atuam em
nossa vida”.
Nosso
estudo e prática de leitura desse Tarô datam de vários anos, e essa
vivência estreita crescentemente nos surpreende com o refinamento do que
desvela de nossa alma e traz em ensinamentos sobre os mais elevados
desígnios da existência. Há uma poesia infinita na visão de mundo que o
perpassa, aliando a “dança” dos quatro elementos (fogo, terra, ar e
água) com a interrelação dinâmica das quatro esferas, dimensões ou
planos do desenvolvimento humano: emocional, intuitivo, intelectual e
físico.
Os
chamados “Arcanos Maiores”, as 22 cartas centrais, descrevem os
diferentes estágios de aprendizagem e amadurecimento da “viagem” da
vida, realizada por todos os homens desde o nascimento até a morte.
Abrem um diálogo dinâmico evolutivo entre os universos interno e externo
que simultaneamente nos esclarece sobre a existência, o mundo, nossas
vivências, nossas razões e nós mesmos dentro da ordem global.
Visamos
sempre ao aprimoramento de nossa leitura do Tarô Mitológico, numa
moldura que centralize a profunda ligação – única e subjetiva - que se
desenvolve com cada carta, mito, arquétipo. As interpretações são
marcadas pela história de quem as vislumbra, forma e enuncia, e essa
singularidade que subjaz a todo exercício interpretativo é especialmente
privilegiada em nosso enfoque. Diríamos que cada “tarólogo” constrói
dinâmica e crescentemente uma visão peculiar e exclusiva, um diálogo
extremamente pessoal, individual, com o Tarô e todos os seus
constituintes, entretanto igualmente não perdendo a universalidade e a
sabedoria que ele encerra em qualquer de suas múltiplas abordagens,
desde sua origem.
Há, pois, uma dupla face de
aprofundamento no estudo e prática do Tarô – ao mesmo tempo em que
absorvendo e reafirmando seus ensinamentos milenares, empreende-se uma
travessia de amadurecimento e construção de uma relação com suas
proposições que tece os entendimentos e posições do seu leitor, que
assim se define e redefine a cada instante, espelhando-se e
imbricando-se no resultado final como expressão de si mesmo. É o
“consulente” quem escolhe as cartas, mas o universo interpretativo vem
da solução dinâmica entre a singularidade do leitor - cuja lente é,
assumidamente, seu retrato a cada momento - e os padrões universais
traduzidos nos símbolos e figuras.
Portanto,
fazer-se estudioso e praticante do corajoso ato de “ler” o Tarô é
abrir-se ao exercício constante do conhecimento de si mesmo pela
interrelação móvel que se estabelece com essa sabedoria milenar que se
re-historiza, humaniza, singulariza, em cada leitor e leitura.
Por outro
lado, quem consulta, a si conhece pela identificação do humano que lhe é
intrínseco, enxergando-se, em confiante identificação, por essa dupla
lente de passado – a tradição de ensinamento trazida pelo Tarô - e do
presente vivo pulsante à sua frente - o intérprete de sua saga.
PARA
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LEITURA DO TARÔ (Presencial ou A Distância)
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