NOSSA INSPIRAÇÃO
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CENTRALIDADE DA VIDA

CELEBRAR O VIVER
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"Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
reparasse que nascera deveras.
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo..."
Alberto Caieiro

ECOLOGIA
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SUSTENTABILIDADE
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O PONTO DE ENCONTRO,
em equilíbrio e complementaridade de convivência,
das DIMENSÕES
AMBIENTAL,
HUMANO-SOCIAL
e ECONÕMICO-FINANCEIRA.

CORPOREIDADE
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O diálogo que o homem estabelece com o "CORPO" se inscreve em todas as suas demais relações com o mundo, em todos os níveis.

A visão cartesiana, mecânica e fragmentadora, separou Mente e Corpo, Corpo que então passou a ser visto (e portanto vivenciado) como uma máquina feita de partes, desconhecendo-se, bloqueando-se e se destruindo a sua verdade natural de ser um sistema complexo, dinâmico, inteligente e sensível.

A CORPOREIDADE surge como um ideal de integração sistêmica da Mente como parte igualada do Corpo maior que lhe abriga, o que devolve o homem à relação natural de equilíbrio, cooperação e complementaridade com tudo em si mesmo, com os demais homens e com o Universo natural de que faz parte.

UNIVERSO-CORPO,
Corpo de corpos,
expressão-dança cósmica-criação
da VIDA-SENTIMENTO.

ORGANICIDADE (Visão Sistêmico-Dinâmica)
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A teoria do modelo sistêmico é uma visão científica sobre a vida.
Nesta visão, todas as coisas vivas fazem parte de um organismo cuja dinâmica de conexões entre os vários componentes dessa rede fazem a vida surgir, por um complexo sistema de cognição.

Diferente da concepção cartesiana, que fragmenta a realidade em partes que supostamente compõem o todo, a teoria sistêmica vê o mundo como um processo e não como uma estrutura. Nesta ótica, não existe somente adaptação dos seres vivos, mas integração, auto-organização e transcendência. A totalidade de um sistema organizado não é somente a somatória das partes que o compõe, mas resulta da interação e interdependência de suas partes. 

Um outro aspecto importante deste sistema é que os seres vivos transcendem sua condição pela criatividade, ou seja, eles criam condições de vida. 

A diferença básica entre um organismo do ponto de vista mecanicista e na perspectiva sistêmica é o fato de que naquela visão, os componentes fazem parte de um conjunto em uma relação fixa de sua dinâmica, ao passo que no entendimento sistêmico as partes evoluem e possuem uma plasticidade. 
Esses organismos, nesta visão, são orientados para seus processos internos e se inter-relacionam com outros processos externos de maneira cooperativa. Além disso, os componentes podem variar em suas formas, dentro de certos limites.

O aspecto transcendental deste tipo de organização dos seres vivos é de suma importância, na medida em que seus elementos ou componentes internos possuem certa independência em relação ao meio ambiente e conseguem se auto-organizar. O próprio sistema onde estão inseridos é que determina essa dinâmica reguladora, e não o meio ambiente.

FONTE: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=15340

VISÃO HOLÍSTICA
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A idéia de HOLISMO não é recente. Ela permeia várias concepções filosóficas ao longo de toda a evolução do pensamento humano. O pensamento holístico é profundamente ecológico, e de acordo com ele, o indivíduo e a Natureza não estão separados, mas formam um conjunto único, que não pode ser dissociado.

A palavra holismo vem do grego “holos”, que significa “o todo” – a integração das partes num todo.

Holismo é o conceito-chave do paradigma que afirma haver uma integração abrangente do mundo e do homem. Em contraste com a experiência de uma fragmentação na ciência e na vida cotidiana, a integralidade é apresentada como um conceito filosófico-científico. A humanidade está presente no Universo como parte de um único organismo vivo, de uma rede harmoniosa de relações dinâmicas. A humanidade faz parte de uma rede universal (ecossistema, família) de Natureza e Mundo, e cada indivíduo deve procurar estar em harmonia com cada elemento desta rede transcendente.

A concepção do Universo como um todo harmonioso e indivisível é o enfoque central do Paradigma Holístico.


RAZÃO SENSÍVEL
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Ideal de uma RAZÃO que reconheça o SENSÍVEL
como parte integrante da natureza humana e, evidentemente, também reconheça os efeitos sociais que isso pressupõe.
Em todos os domínios, dos mais sérios aos mais frívolos, dos diversos
jogos de faz-de-conta ao jogo político, na ordem do
trabalho como na dos lazeres, bem como nas diversas
instituições, a PAIXÃO, o SENTIMENTO, a EMOÇÃO, o
AFETO, a SENSIBILIDADE e a IMAGINAÇÃO CRIATIVO-INTUITIVA exercem um papel privilegiado.

 

ÉTICA
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ABERTURA ÀS DIVERSIDADES
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DEFESA DOS DIREITOS E VALORES FUNDAMENTAIS
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Todos nascemos livres e somos iguais em dignidade e direitos.

Todos temos direitos à vida, à liberdade e à segurança pessoal e social.

Todos temos direito de resguardar a casa, a família e a honra.

Todos temos direito ao trabalho digno e bem remunerado.

Todos temos direito ao descanso, ao lazer e às férias.

Todos temos à saúde e assistência médica e hospitalar.

Todos temos direito à instrução, à escola, à arte e à cultura.

Todos temos direito ao amparo social na infância e na velhice.

Todos temos direito à organização popular, sindical e política.

Todos temos direito de eleger e ser eleito às funções de governo.

Todos temos direito à informação verdadeira e correta.

Todos temos direito de ir e vir, mudar de cidade, de Estado ou país.

Todos temos direito de não sofrer nenhum tipo de discriminação.

Ninguém pode ser torturado ou linchado. Todos somos iguais perante a lei.

Ninguém pode ser arbitrariamente preso ou privado do direito de defesa.

Toda pessoa é inocente até que a justiça, baseada na lei, prove a contrário.

Todos temos liberdade de pensar, de nos manifestar, de nos reunir e de crer.

Todos temos direito ao amor e aos frutos do amor.

Todos temos o dever de respeitar e proteger os direitos da comunidade.

Todos temos o dever de lutar pela conquista e ampliação destes direitos.

 

Declaração dos Direitos Humanos
Versão popular

Frei Beto

 

 

 

EDUCAÇÃO DAS SENSIBILIDADES
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"A primeira tarefa da educação é ensinar a ver...
É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo...
Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.

A educação se divide em duas partes:
educação das habilidades e educação das sensibilidades...
Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.

Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.
Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados.
Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento:
...a capacidade de se assombrar diante do banal.
Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra.
Coisas que os eruditos não vêem.

Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci.
Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...
...ou para o curioso das simetrias das folhas.
Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.
As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras para melhorar os olhos.
O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...

Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.

São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida.
Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio."
.
Rubem Alves


CIDADANIA PLANETÁRIA
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O ideal de CIDADANIA PLANETÁRIA sustenta-se na visão unificadora do planeta e de uma sociedade mundial. Ele abarca um conjunto de princípios, valores, atitudes e comportamentos e demostra uma nova percepção da Terra como uma única comunidade.

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. (...)
Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida e com as futuras gerações.

Preâmbulo da Carta da Terra

RESPONSABILIDADE SOCIAL
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PAZ
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SOLIDARIEDADE
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LIDERANÇA PARTILHADA
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Na LIDERANÇA PARTILHADA não há um líder único ou central e ela se efetiva pela colaboração de todos os envolvidos. Cada membro contribui com o potencial que lhe é específico, embora se iguale aos demais na seriedade de real compromisso e envolvimento participativo.
A visão norteadora é construída e discutida conjunta e democraticamente com relação à identificação do que precisa ser feito e como, sempre levando-se em conta as capacidades, limitações, interesses, habilidades e conhecimentos individuais.

 

CAPITALISMO NATURAL
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"Se o Capitalismo Tradicional, como sistema, não tem funcionado a contento (desequilíbrios sociais, destruição de recursos naturais, mudanças climáticas gerando inundações e secas, expansão do crime organizado, aumento do desemprego etc.), qual a alternativa que temos?”

O CAPITALISMO NATURAL surge como resposta, apresentando novas visões que superam a antiga máxima terra-capital-trabalho, subastituindo-a por quatro tipos de capitais necessários à economia:

  • O capital humano, na forma de trabalho e inteligência, cultura e organização;
  • O capital financeiro, que consiste em dinheiro, investimentos e instrumentos monetários;
  • O capital manufaturado, inclusive a infra-estrutura, as máquinas, as ferramentas e as fábricas;
  • O capital natural, constituído de recursos, sistemas vivos e os serviços do ecossistema.

O conceito de capital natural compreende não só os recursos naturais, como também os serviços de suporte à vida prestados pela natureza há 3,8 bilhões de anos. Apesar de sermos dependentes desse serviço, pois não há máquinas capazes de repor os sistemas naturais de manutenção à vida, o capitalismo industrial segue acabando com os recursos necessários para mantê-lo. Isso certamente significa um prazo bem curto para continuar tendo lucros no modelo atual.
O meio ambiente não é um fator de produção sem importância, mas um invólucro que contém, abastece e sustenta o conjunto da economia.

O CAPITALISMO NATURAL enfatiza também o fato de que a sustentabilidade econômica e ambiental depende da superação das desigualdades globais de renda e do bem-estar material, o que determina a necessidade de abertura à justiça econômica.


JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
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